Segundo o professor Avraham Faust, da Universidade Bar-Ilan, a existência do rei Davi tem sido muito debatida nos últimos 25 anos. Faust acredita que ele e seus colegas podem ter descoberto algo que, junto com outras descobertas arqueológicas, comprova a exatidão histórica da Palavra de Deus e da existência do rei Davi.

Eles encontraram um local em Tel ‘Eton, em um vale perto das colinas de Hebron, Israel, que os estudiosos acreditam ser o local da cidade bíblica de Eglom.

Eglom foi uma das cinco cidades ultrapassadas por Josué e, mais tarde, listada como parte da herança de Judá. O rei de Eglom é um dos cinco reis que tentaram (e falharam) ultrapassar a cidade de Gibeão. Os estudiosos acreditam que o local descoberto por Faust e seus colegas é a cidade de Eglom, com base na localização e datação por carbono. A estrutura encontrada foi datada do século X, quando, segundo a Bíblia, o rei Davi estava governando o povo de Deus.

Dados circunstanciais coincidem com a Bíblia

Eles não encontraram nenhum artefato com o nome do Rei Davi inscrito, mas encontraram outras pistas que os fizeram acreditar que a cidade estava sob o domínio de Israel. “Descobrimos no local sinais de uma transformação social pela qual a região passou, incluindo a construção de um grande edifício em um plano conhecido pelos arqueólogos como ‘a casa de quatro cómodos.’ Isso é comum em Israel, mas é raro ou inexistente em outros lugares,” diz Faust.

“Isso parece indicar que a inspiração ou a causa das transformações devem ser buscadas no planalto. A associação com Davi não se baseia em nenhuma evidência arqueológica, mas apenas em dados circunstanciais. Como a origem da mudança parece estar nas terras altas, e como ocorreu na época em que Davi deveria existir, a ligação é plausível ”.

Arqueólogos da Universidade Hebraica de Jerusalém e da Autoridade de Antiguidades de Israel disseram que o achado, um grande complexo a oeste de Jerusalém, em um local chamado Khirbet Qeiyafa, é o primeiro palácio do rei bíblico a ser descoberto.

Khirbet Qeiyafa é o melhor exemplo até hoje de uma cidade fortificada da época do Rei Davi", disse Yossi Garfinkel, arqueólogo da Universidade Hebraica, sugerindo que o próprio Davi tenha frequentado o lugar. Garfinkel liderou a escavação por sete anos com Saar Ganor, da Autoridade de Antiguidades de Israel.

Garfinkel disse que sua equipe achou objetos de culto tipicamente usados pelos judeus, os súditos do Rei Davi, e não viu nenhum vestígio de restos de porco. As regras de dietas judaicas proíbem a carne de porco. Indícios como estes, segundo ele, são "evidências inequívocas" que Davi e seus descendentes governaram o local.

Os críticos disseram que o lugar poderia ter pertencido a outros reinos da região. O consenso entre a maioria dos estudiosos é que nenhuma prova física definitiva da existência do Rei Davi foi encontrada.

Arqueologia 

A própria arqueologia bíblica é controversa. Os israelenses usam, com frequência, achados arqueológicos para dar força às reivindicações sobre terras que também são reivindicadas pelos palestinos, como a Cidade Antiga de Jerusalém. Apesar da extensa evidência arqueológica, por exemplo, os palestinos negam que os templos judaicos bíblicos dominaram o topo da colina onde a Mesquita de al-Aqsa, o terceiro local mais sagrado do Islã, está hoje. Em geral, os pesquisadores ficaram divididos sobre se as histórias bíblicas podem ser validadas por restos físicos.

Essa não é a primeira vez em que escavações indicam a descoberta de um palácio do Rei Davi. Em 2005, a arqueóloga israelense Eilat Mazar afirmou ter encontrado os restos do palácio do rei em Jerusalém, que remontariam ao século 10 A.C, quando o Rei Davi teria reinado. A alegação dela foi encarada com ceticismo, inclusive do próprio Garfinkel.

Usando datação por carbono, os arqueólogos viram que a construção do lugar foi realizada também naquela época. Garfinkel disse que a equipe também achou um depósito de quase 15 metros, indicando que se tratava de um ambiente real usado para cobrar impostos do resto do reino.

Garfinkel acredita que o Rei Davi viveu permanentemente em Jerusalém, em um local ainda não descoberto. Ele só visitava Khirbet Qeiyafa ou outros palácios por períodos curtos. O arqueólogo disse que a localização do lugar numa colina indica que governante procurou um ambiente seguro bem acima do solo durante a era violenta de frequentes conflitos entre as cidades.

"A época de Davi foi a primeira vez em que uma grande porção dessa área foi unida por um monarca", disse Garfinkel. "Não eram tempos de paz."

O arqueólogo Israel Finkelstein, da Universidade de Tel Aviv, concordou que Khirbet Qeiyafa é um lugar "elaborado" e "bem fortificado" do século 10 A.C, mas acrescentou que poderia ter sido construído pelos filisteus, cananeus e outros povos da região. Ele disse que não é possível verificar quem construiu o local sem encontrar um monumento detalhando as realizações do rei. Na semana passada, por exemplo, arqueólogos de Israel acharam pedaços de uma esfinge carregando o nome do faraó egípcio que reinou quando a estátua foi esculpida.

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